ao candidato oficial, o Marechal Hermes, um militar. Em 1924, logo após a Revolução que ocupou a cidade de São Paulo por 23 dias, Júlio Mesquita foi preso a mando do governo federal apenas por ter dialogado com os revolucionários. Apesar da neutralidade de "O Estado" , concordante com as críticas dos revolucionários ao governo federal, mas discordante da sublevação militar como meio de contestação.

Em 1926 "O Estado" apoiou a fundação em São Paulo do Partido Democrático, de oposição ao PRP, então detentor do governo estadual e federal.

Em 1930 o jornal apoiou a “Aliança Liberal” e a candidatura de Getúlio Vargas à presidência, em oposição a Júlio Prestes, o candidato oficial do PRP. Neste mesmo ano atinge a tiragem de 100 mil exemplares e lança aos domingos um Suplemento em Rotogravura, com grande destaque às

  ilustrações fotográficas. Enquanto isto a população da cidade alcança a marca de 887.810 mil habitantes. Em 1932, “O Estado” e o Partido Democrático, inconformados com o autoritarismo de Getúlio Vargas e com o tratamento hostil reservado a São Paulo pelos “tenentes”, formam uma aliança com alguns setores do PRP e articulam a Revolução Constitucionalista de 32, a qual eclode em 9 de julho. A posição do jornal, da cidade e do estado de São Paulo é uma só : reivindicação de eleições livres e de uma Constituição. Em outubro, com a derrota dos revolucionários, Júlio de Mesquita Filho e Francisco Mesquita foram presos pela ditadura e expatriados para Portugal.

No ano seguinte, no mês de agosto, Getúlio Vargas convida Armando de Salles Oliveira para ser o interventor federal em São Paulo. Armando Salles, que era genro de Júlio Mesquita (já falecido então) impõe como condição para aceitar o posto a anistia aos revoltosos de 32 e a convocação de uma


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