de Camões e receitas culinárias, respectivamente, em lugar das notícias proibidas. A censura só seria retirada em janeiro de 1975 com o projeto de distensão política iniciado pelo governo do general Ernesto Geisel. Em fevereiro de 1967 a tiragem de "O Estado" ultrapassa 340.000 exemplares. No dia 25 de setembro a AII (Associação Interamericana de Imprensa) protesta contra a censura sofrida pelo "O Estado" ao comentar a morte do ex-presidente Castello Branco.

No dia 13 de dezembro de 1968 "O Estado" é impedido de circular por ordem da ditadura militar. O editorial “Instituições em frangalhos” escrito por Júlio de Mesquita Filho é o motivo da arbitrariedade. A partir de então começa a censura dentro da redação dos jornais “O Estado de S. Paulo” e “Jornal da Tarde”. Júlio de Mesquita Filho vem a falecer no dia 12 de julho e Francisco Mesquita em 8 de novembro. Apesar das dificuldades enfrentadas com a ditadura militar, o Grupo Estado continua se diversificando : no dia 4 de janeiro

  de 1970 nasce a “Agência Estado”. Em 1972 o "Estúdios Eldorado"” inicia suas atividades.

No ano seguinte os dois jornais passam a publicar assuntos não usuais na 1ª página em lugar dos textos censurados : poemas de Camões no "Estado" e receitas culinárias no “Jornal da Tarde.

Em Copenhague, no dia 3 de setembro de 1974, o jornalista Júlio de Mesquita Neto recebe em nome dos jornais “O Estado de S. Paulo” e “Jornal da Tarde” o prêmio Pena de Ouro da Liberdade outorgado pela Federação Internacional de Editores de Jornais.

No ano seguinte, no dia 4 de janeiro o jornal “O Estado de S. Paulo” completou 100 anos de existência e comemorou apenas 95 de vida, ignorando os cinco anos em que foi dirigido pela ditadura de Getúlio Vargas (1940-45).


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